Dois anos se passaram desde que a jornada na luta contra o câncer na mãe se intensificou em Giruá. A batalha, árdua e desafiadora, não resultou na vitória que tanto desejávamos. Mas, em meio à dor da perda, aprendemos lições valiosas que nos acompanharão para sempre.
No momento da descoberta da doença, o medo e o desespero tomaram conta de mim. A ideia de perder minha mãe tão cedo era insuportável. Hoje, sinto-me como uma criança órfã, mesmo sabendo que a partida dela era parte do ciclo da vida. A saudade é constante, presente em cada amanhecer, em cada lembrança das nossas conversas, do seu apoio e dos seus ensinamentos.
Desde a sua partida, a esperança de um milagre se esvaiu. O desejo ardente de um final diferente se transformou em apatia diante dos acontecimentos. A certeza de que o destino é incontrolável se instalou em meu coração.
Mas, mesmo em meio à tristeza e à saudade, sigo na caminhada da vida. Busco reencontrar a esperança, reavivar a fé em dias melhores. As memórias dos dias intensos ao lado da minha mãe me servem de guia, me impulsionam a seguir em frente.
Mãe querida, te amo com toda a força do meu coração. A saudade é imensa, mas o amor que sinto por você me dá a força para continuar.
A cada dia, vivo com a certeza de que um dia nos reencontraremos!
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