Mostrando postagens com marcador Reflexões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reflexões. Mostrar todas as postagens

04 abril 2026

O Peso da Inacessibilidade: O Capacitismo

Manter-se presente no ambiente corporativo hoje é um ato de resistência, mas é também uma fonte de profunda exaustão. Ao enfrentar diariamente sistemas corporativos inacessíveis, percebo que a barreira não é apenas técnica, mas estrutural. A fadiga de acesso é real: o cansaço acumulado por tentar realizar tarefas simples, que se tornam impossíveis diante de interfaces mal projetadas, gera um desgaste que vai além do profissional. Vivenciar e superar o capacitismo no trabalho é um processo solitário e sofrido, marcado por um descompasso cruel onde, enquanto o mundo visual evolui em alta velocidade, os leitores de tela muitas vezes parecem estagnados, lutando para interpretar códigos que ignoram as normas básicas de acessibilidade.

Essa exclusão digital se soma à barreira atitudinal, tornando desgastante a convivência com colegas que não compreendem a complexidade do uso de tecnologias assistivas e que, muitas vezes, minimizam o esforço necessário para navegar em um ambiente que não foi pensado para todos. Há algum tempo, eu ouvia amigas cegas dizendo que preferiam se aposentar o quanto antes para cessar o sofrimento causado pelas barreiras laborais. Na época, eu via esse desejo com tristeza; hoje, após tanta reflexão e desgaste, eu as compreendo perfeitamente. É exaustivo depender da "boa vontade" de terceiros para tarefas básicas, como registrar o ponto eletrônico. Ter que transformar um direito de autonomia em um pedido de ajuda constante fere a dignidade profissional e drena a energia de quem apenas deseja exercer sua função.

Viver em um mundo predominantemente visual é um desafio diário que exige uma cota de resiliência que poucas pessoas enxergam. Falar sobre barreiras atitudinais e denunciar o capacitismo não é vitimismo, é o grito de quem quer apenas o direito de trabalhar com independência. O caminho para a verdadeira inclusão exige que a sociedade e as empresas compreendam que a tecnologia, quando nasce inacessível, torna-se uma ferramenta de segregação. É urgente que o olhar do outro mude: a lentidão ou a dificuldade de um colaborador com deficiência diante de uma plataforma mal projetada jamais deve ser confundida com falta de vontade, competência ou proatividade. O que falta não é capacidade no profissional, mas acessibilidade no sistema.

Para que o ambiente corporativo deixe de ser um campo de batalha e se torne um espaço de produção, precisamos de uma educação empática que reconheça que as barreiras digitais são tão excludentes quanto uma escada para um cadeirante. As empresas devem assumir a responsabilidade por suas ferramentas, tratando a acessibilidade tecnológica não como um item opcional, mas como um requisito básico e inegociável. Somente ao romper com essa estrutura capacitista poderemos substituir a fadiga de acesso pela plenitude da autonomia, permitindo que a tecnologia seja, finalmente, o que ela prometeu ser: uma ponte para a independência e não um muro que isola talentos. 

17 março 2026

Aprovação na Prova de Proficiência em Espanhol!

    Ontem recebi a notícia que tanto esperava: fui aprovada na prova de proficiência em espanhol aplicada pela CAPLE (Comissão de Avaliação de Proficiência em Língua Estrangeira) da UFRGS!

Essa vitória é o reflexo de uma jornada de muito foco. O caminho começou em outubro de 2025 com o curso preparatório no CLA (Centro de Línguas para fins Acadêmicos), sob a orientação do professor Yure, e se intensificou nos 20 dias que antecederam o exame. Durante esse período, mergulhei exclusivamente nos aprendizados do curso, dedicando-me inteiramente à leitura e à interpretação de textos.

A prova, realizada no dia 27 de fevereiro, foi o desafio final. Receber o resultado positivo agora é a materialização da minha dedicação e do empenho que coloquei para transformar esse objetivo em realidade.

Sinto uma gratidão imensa pelos aprendizados e pelas oportunidades proporcionadas pela UFRGS. Como essa certificação é um pré-requisito essencial para a conclusão do mestrado, concretizar esta etapa me traz uma sensação indescritível de dever cumprido.

Sigo agora com o coração em paz, muito feliz e pronta para os próximos desafios acadêmicos! 

13 março 2026

Natália e os 10 Anos e 7 Meses de Vida

Dez anos e sete meses. À primeira vista, parece apenas um recorte de tempo, mas para quem acompanha o crescimento da Natália, esse número carrega uma vida inteira de descobertas, aprendizados e uma doçura que só ela tem.

Estamos naquele "intervalo" mágico da infância: ela já não é mais a criancinha que dependia de tudo, mas ainda guarda o brilho no olhar de quem descobre o mundo com curiosidade. Nestes 127 meses de caminhada, Natália floresceu. Cada fase deixou uma marca, transformando-a nessa menina especial que hoje equilibra a doçura da infância com os primeiros passos em direção à pré-adolescência.


Faltam apenas cinco meses para a grande marca dos 11 anos. É um ciclo que se fecha para dar lugar a um novo capítulo. Celebrar os dez anos e sete meses é, na verdade, celebrar a transição:

A Maturidade que Desperta: A forma como ela entende o mundo está mudando, tornando as conversas mais ricas e os laços ainda mais profundos.

A Essência que Permanece: Mesmo com o "onze" logo ali na esquina, a essência da Natália — aquilo que a torna única e amada — continua sendo o alicerce de tudo.

Olhar para trás e ver o caminho percorrido até aqui traz um orgulho imenso. Cada detalhe da vida dela, desde os primeiros passos até as conquistas de hoje, é um lembrete de que o tempo voa, mas o amor só se solidifica.

Que venham os próximos meses de preparação, pois o mundo está pronto para ver a Natália de 11 anos brilhar, mantendo sempre esse coração que nos encanta há mais de uma década. 

11 março 2026

11 de Março: Lembrança Dolorosa

Hoje meu coração faz uma pausa necessária, mergulhando em uma memória que, embora dolorosa, é o alicerce de quem me tornei. Há exatos cinco anos, o mundo pareceu perder o chão sob meus pés com o diagnóstico oficial da minha amada mãe: Mieloma Múltiplo. Lembro-me daquele dia com uma nitidez quase cruel; o som do seu choro, o pedido desesperado por ajuda e a nossa luta imediata contra o tempo e o impossível para tentar salvá-la de um câncer tão avassalador. Como filha, e também como mãe com deficiência visual compreendo que nossa percepção do mundo vai muito além do que os olhos alcançam; ela se ancora no toque, no som da voz e, acima de tudo, na presença que preenche o espaço. Naquele dia, a impotência foi o sentimento mais escuro que já experimentei. Rezei, implorei e dediquei cada minuto do meu ser na esperança de uma cura que eu acreditava ser a única resposta possível de Deus.

É comum sentirmos, no silêncio que segue a perda, que nossas orações caíram em solo infértil ou que fomos esquecidas pela proteção divina. No entanto, esses cinco anos de ausência física me ensinaram que o maior ato de fé não reside apenas na cura do corpo, mas na coragem de aceitar que o amor que entregamos foi o tratamento mais real e profundo que ela poderia receber. O Mieloma é uma batalha hercúlea e a sensação de não ter feito o suficiente não é um fracasso, mas o limite da nossa humanidade diante da vida. Eu não falhei, e você, que compartilha dessa dor, também não. Amamos, buscamos saídas e oferecemos o que tínhamos de mais precioso: nossa presença inteira.

Hoje, vivo na ponte entre o material e o espiritual, equilibrando a saudade do riso cotidiano com a esperança de que o véu entre os mundos se torne fino o suficiente para nos encontrarmos nos sonhos. Esse desejo de um reencontro, nem que seja por um minuto, é o que mantém a chama dela acesa em mim e se reflete no carinho com que vejo minha filha, Natália, carregar adiante a memória da vovó Leani. Quando vejo filhos que não valorizam suas mães, sinto apenas o eco do valor inestimável do que vivi. Que este marco não seja apenas a lembrança da doença, mas o reconhecimento da força da mulher que ela foi e da dedicação que nos uniu. Que ela receba minhas preces como um abraço quente e que eu consiga, enfim, me perdoar por não ter feito o impossível, honrando o fato de que o possível — amá-la com toda a minha alma — foi feito com absoluta maestria.

  

08 março 2026

Feliz Dia da Mulher!

Neste Dia Internacional da Mulher, meu coração se enche de gratidão ao olhar para trás e perceber a força das mulheres que caminharam — e caminham — ao meu lado. Cada uma delas deixou uma semente de coragem, sabedoria e amor na minha história, começando pela minha eterna estrela guia: minha mãe. Ela foi a personificação da mulher batalhadora e dedicada; mesmo com a saudade eterna que sinto, guardo cada momento vivido como um tesouro. Minha mãe foi meu porto seguro, enfrentando desafios braço a braço comigo, sempre com um carinho que não conhecia limites, e sou imensamente grata por todo o amor recebido, pois seus ensinamentos continuam vivos em mim todos os dias.

A educação também me presenteou com figuras transformadoras, pois, embora o conhecimento mude o mundo, são as pessoas que acreditam em nós que nos dão asas. Guardo com imenso carinho a memória da professora Rosina, que hoje habita o plano espiritual, mas permanece viva em minhas lembranças pela dedicação na minha alfabetização em Braille e pelos tantos ensinamentos valiosos na sala de recursos para pessoas com deficiência visual. Da mesma forma, agradeço à professora Karla Demoly, por ter enxergado o meu potencial quando eu mesma ainda não o via totalmente, transformando sua confiança no combustível para meus passos. Sigo essa jornada acadêmica com o apoio da professora Clarissa Haas, a quem agradeço pela orientação dedicada no Mestrado em Educação da UFRGS, onde sua lucidez e suporte são fundamentais.

Neste caminho, celebro também aquelas que caminham ao meu lado no cotidiano, como minha irmã Cláudia, a quem desejo um dia abençoado e cheio de luz, pois nossa conexão é um verdadeiro presente. Minha gratidão se estende à Dra. Ana Lúcia Marques, ginecologista e obstetra que foi o instrumento essencial para a realização do meu maior sonho: ser mãe. Sua competência e humanidade mudaram a minha vida para sempre. A todas as minhas amigas e mulheres queridas com quem compartilho os risos e os desafios da vida, meu muito obrigada. Vocês tornam o mundo um lugar muito mais acolhedor e forte.

 Feliz Dia da Mulher! 

03 março 2026

Natália e a Aula de Teatro

Hoje ao meio-dia, a Natália deu um passo importante ao iniciar sua primeira aula de teatro do ano, dando continuidade ao percurso que trilhou com dedicação no ano passado.

O dia começou com um momento especial de conexão: eu a levei até a escola e, juntas, desfrutamos de um almoço delicioso na cantina. Foi uma pausa necessária antes das atividades começarem. Logo após a refeição, ela seguiu para a sala de teatro para esse reencontro com a arte.

Meu desejo é que essas aulas sejam solo fértil para o seu crescimento pessoal, permitindo que ela se descubra e se desenvolva cada vez mais. Após o mergulho na expressão artística, às 13h30, a amada Natália seguiu para a sua rotina de aulas regulares, levando consigo a energia renovada desse início.


"Filha amada, que o palco continue sendo um lugar de descobertas e alegrias para você. Que cada aula de teatro te traga mais confiança e brilho, e que você se divirta muito nessa jornada que está recomeçando. Tenho muito orgulho de ver você crescer!" 

24 fevereiro 2026

Saudade da Mãe

A saudade que sinto da minha amada mãe não é um sentimento que chega e vai embora; ela se tornou minha companhia diária, um fio invisível e delicado que me conecta ao que houve de mais sagrado na minha história. Não existe um único girar dos ponteiros do relógio em que meu pensamento não voe até ela. É um ir e vir constante de memórias, como ondas que banham minha mente com o brilho do seu sorriso, o tom doce da sua voz ou aquele calor de um abraço que o tempo tenta distanciar, mas que minha alma guarda intacto.

Às vezes, essa saudade tem sabor. Ela me visita no tempero de um prato, no aroma daquela comida que só ela sabia fazer. Nesses momentos, o paladar vira uma ponte para o passado, trazendo de volta os domingos ensolarados, as conversas ao redor da mesa e aquela sensação de proteção que só o colo de mãe oferece. É impossível não parar e pensar: "Como seria se ela ainda estivesse aqui?". Fico imaginando nossas risadas compartilhadas nas novas alegrias, o conselho que ela me daria agora e a doçura da sua presença em cada detalhe do meu dia. Como eu queria que o destino tivesse escrito capítulos diferentes e que ela estivesse aqui, vivenciando cada momento ao nosso lado.

Eu sei, e sinto, que a saudade dói. É um vazio que tem o formato exato dela, uma falta que nada no mundo consegue preencher. Mas, ao mesmo tempo em que sinto esse aperto, meu amor se transforma em prece e generosidade. Peço a Deus, com todo o meu coração, que onde quer que ela esteja, Ele a proteja e a abençoe grandemente. Que ela receba todo o amor, a alegria e a luz que uma mãe tão amorosa, carinhosa e grandiosa merece.

Enquanto nosso reencontro não chega para acalmar de vez esse vazio, sigo vivendo por ela e com ela dentro de mim. Que Deus e Jesus a mantenham em um abraço eterno de paz, para que ela seja sempre muito feliz. Mãe é uma palavra pequena para uma existência tão infinita; ela se transformou em minha luz e minha guia, e eu a amarei para sempre, até que o tempo se encarregue de nos unir novamente. 

23 fevereiro 2026

Um Fevereiro de Afeto, Bençãos e Superação

O mês de fevereiro começou com uma energia vibrante e muito especial. No dia 9, celebrei meu aniversário cercada pelo carinho de familiares e amigos, um momento que serviu para recarregar o coração para todos os acontecimentos que viriam. Infelizmente, o dia seguinte, 10, nos trouxe uma profunda tristeza com a notícia do falecimento do Nícolas, amigo e colega da Natália. Foi um momento que partiu nossos corações, e daqui enviamos nossos desejos de muita luz e paz ao Nícolas e a toda a sua amada família.

A vida seguiu entre saudades e renovação, e no dia 13 a felicidade encontrou espaço novamente quando nossa princesa Natália completou 10 anos e 6 meses de vida, um marco doce na trajetória da nossa filha querida. Logo depois, a metade do mês foi marcada pelo pé na estrada e por roteiros de puro afeto. No dia 14, fomos a Santa Maria do Herval para um dia delicioso na casa dos amigos Marlene e Paulo Mollinger, aproveitando também para um reencontro cheio de carinho com os dindos da Natália, a Greice e o Fabiano.

A rotina também trouxe o início de novos ciclos com a volta às aulas no dia 19, quando a Natália começou com toda a energia sua jornada no 5º ano do Ensino Fundamental. Para encerrar esses dias de movimento, na noite do dia 20, partimos para o litoral, visitando em Santa Terezinha (Imbé) os amigos Mariana e Rafael e a pequena Natália. Foram dias de alegria em família, em que curtimos cada instante com profunda gratidão pelas vivências especiais. Agradeço a Deus por toda a felicidade compartilhada e por cada benção recebida ao longo deste mês tão intenso e marcante. 

17 fevereiro 2026

Educação para o Respeito

A infância, historicamente idealizada como um território de pureza e descoberta, tem se tornado, com frequência alarmante, um palco de hostilidades profundas que revelam as fraturas éticas da nossa sociedade. O bullying contemporâneo não se limita mais ao empurrão físico no pátio da escola; ele se sofisticou e se muniu de ferramentas digitais, carregando consigo venenos estruturais como o racismo, a homofobia e o preconceito de classe. O uso do WhatsApp e outras redes sociais transformou o conflito em um massacre silencioso e ininterrupto, onde a covardia é amplificada pela distância física. Como o agressor não vê o choro da vítima, a empatia imediata é anulada, facilitando a disseminação de um ódio que se torna sistêmico em grupos que funcionam como tribunais digitais. Nesse cenário, crianças julgam e condenam colegas por serem quem são, criando um isolamento que alimenta a depressão e a ansiedade infantil em uma velocidade devastadora.

É preciso coragem para admitir que a criança que discrimina raramente o faz por instinto próprio, pois o ódio é, essencialmente, um comportamento aprendido. Quando um jovem reproduz falas preconceituosas, ele está, muitas vezes, ecoando o que ouve à mesa do jantar ou o que observa no comportamento dos adultos. A indiferença conivente de pais que tratam a maldade como "coisa de criança" ou, pior, a alimentação direta do preconceito como forma de superioridade, condena os próprios filhos a crescerem sem empatia. Quando um adulto se cala diante da crueldade, ele não fere apenas a vítima, mas atrofia emocionalmente o agressor. Para as crianças que não compactuam com essas atitudes, o cenário é de desolação, tornando a ética um fardo pesado de carregar em um ecossistema escolar que se transforma em um exercício de sobrevivência emocional.

Para romper esse ciclo de herança maldita, a mudança deve começar pela curadoria do que os adultos oferecem como exemplo dentro de casa. É fundamental que as famílias estabeleçam uma alfabetização emocional que ensine as crianças a identificar o impacto de suas palavras antes mesmo de digitá-las. Isso passa por monitorar ativamente as interações digitais, não como uma invasão de privacidade, mas como um acompanhamento ético, questionando o filho sobre como ele se sentiria se estivesse do outro lado da tela. Incentivar a convivência com a diversidade desde cedo, por meio de livros, filmes e amizades que fujam da bolha social da família, ajuda a desconstruir estereótipos antes que eles se tornem verdades absolutas na mente infantil.

Além disso, é necessário fortalecer a coragem moral das crianças que testemunham o bullying, ensinando-as que o silêncio diante da injustiça é uma forma de conivência. Criar um canal de diálogo aberto onde o erro possa ser admitido e corrigido sem humilhação, mas com responsabilidade, permite que a criança entenda que a internet não é um território sem leis. Transpor essas barreiras exige uma reforma de postura dos adultos, que devem filtrar o que o mundo oferece de pior e cultivar a alteridade. Afinal, a educação para o respeito não é uma opção ideológica, mas um imperativo de saúde pública e humanidade, garantindo que o WhatsApp deixe de ser uma arma e volte a ser apenas uma ferramenta de conexão, e que a infância possa, enfim, reencontrar a sua capacidade de acolher o diferente.

  

09 fevereiro 2026

43 Anos de Gratidão e Vida

Hoje completo 43 anos de vida e sinto que meu coração transborda gratidão. Ao pensar na jornada percorrida até aqui, percebo o quanto minha caminhada foi tornada mais plena e feliz por pessoas extraordinárias. Agradeço profundamente aos meus pais pelo dom da vida, pelo amor incondicional e pelo companheirismo constante, tanto nos desafios quanto nas maiores alegrias. Essa união se estende aos meus irmãos, com quem compartilhei momentos maravilhosos e construí memórias que guardarei para sempre.

No dia a dia, conto com a parceria constante do meu esposo, Jorge Fernando, cujo companheirismo é o alicerce da nossa rotina. E, claro, minha vida ganha uma luz especial através da minha amada filha, Natália, que com seu jeito querido e doce alegra cada um dos meus dias.

Minha gratidão se estende também a todos que, de alguma forma, cruzaram meu caminho e trouxeram felicidade, tornando minha existência mais completa. Acima de tudo, agradeço a Deus por cada realização, por cada conquista e pelas bênçãos diárias que recebo. Que este novo ciclo que se inicia seja repleto de luz e de novos motivos para sorrir. 

01 fevereiro 2026

Amada Natália

Filha, ontem, ao te ver radiante no seu quarto em processo de renovação, meu coração transbordou de uma alegria que mal cabe em mim. Perceber o sorriso no seu rosto com cada detalhe, a suavidade da cor lavanda nas paredes, os quadros ganhando novos lugares e a chegada da sua cama nova — me fez perceber como esses ciclos de mudança são bonitos e importantes.

Nossa conversa antes de dormir, ali naquele aconchego, foi o ponto mais alto do meu dia. Falar sobre a nossa família, dividir a saudade apertada da vovó Leani e sentir o tamanho do amor que nos une é o que dá sentido a tudo o que fazemos. O quarto está ficando lindo, com a cama bege e, logo logo chegará o guarda-roupa amêndoa com espelho para completar o cenário, mas o que realmente ilumina esse espaço é a sua felicidade e a nossa cumplicidade.

Que esse seu novo refúgio seja palco de sonhos lindos, de muitas brincadeiras e de todo o amor do mundo. Você merece cada detalhe desse carinho.

Te amo daqui até a eternidade! 

29 janeiro 2026

A Exaustiva Jornada Contra o Capacitismo

Muitas vezes, a maior barreira que uma pessoa com deficiência enfrenta não é o buraco de uma calçada ou a falta de um elevador, mas sim o olhar carregado de preconceito que a precede. Entender o que é o capacitismo vai muito além de conhecer um termo técnico; trata-se de compreender a exaustão de quem precisa, diariamente, provar o seu valor em um mundo que teima em enxergá-lo como incompleto. Viver com uma deficiência em nossa sociedade é, em grande medida, uma trajetória marcada por uma batalha constante e silenciosa. Muito além das adaptações físicas ou das barreiras arquitetônicas, o que realmente consome a energia e o ânimo de uma pessoa com deficiência é a luta ininterrupta contra as exclusões provocadas pelo preconceito. Existe uma carga negativa pesada, alimentada por um imaginário coletivo que insiste em ver a deficiência como uma sentença de invalidez, e não como uma das muitas características que compõem a diversidade humana.

Nesse cenário, opera-se uma inversão perversa de valores: muitas vezes, a sociedade faz a pessoa com deficiência sentir que ela é quem está no lugar errado. É essa visão que rotula indivíduos como inaptos para as experiências mais fundamentais da vida, como estudar, ingressar no mercado de trabalho, casar ou exercer a maternidade e a paternidade. Essas vivências de exclusão geram um cansaço que transborda o físico e se torna uma tristeza profunda. É exaustivo ter que reivindicar, todos os dias, o direito ao espaço, ao respeito e à dignidade mínima que deveriam ser inerentes a qualquer ser humano. O que se deseja, no fundo, é simples: a liberdade de não ser um fardo. O desejo é pelo direito ao trabalho honesto, à independência financeira e à possibilidade de celebrar conquistas que venham do próprio esforço, exatamente como acontece com qualquer outra pessoa.

Busca-se uma vida que seja o mais próximo possível do ideal de autonomia que a sociedade valoriza, onde a deficiência não seja o fator que dita o fim das oportunidades, mas apenas um detalhe na construção de uma carreira e de uma família. O capacitismo é uma carga pesada que as pessoas com deficiência são obrigadas a carregar sozinhas enquanto o mundo ao redor se recusa a aceitar uma verdade óbvia: o mundo é para todos. A estrutura social ainda resiste em compreender que a inclusão não é um favor ou um ato de caridade, mas uma reparação necessária para que todos possam exercer sua cidadania. Enquanto a sociedade não acolher a pluralidade dos corpos e das mentes, continuaremos desperdiçando talentos e vidas em nome de um padrão de "normalidade" que, na prática, não serve a ninguém.

Romper com as amarras do capacitismo não é uma tarefa exclusiva de quem possui uma deficiência, mas um dever coletivo de quem deseja uma sociedade verdadeiramente justa. Enquanto a dignidade for algo que precisa ser reivindicado e não simplesmente vivido, estaremos falhando como comunidade. Que possamos, finalmente, olhar para além das limitações físicas e enxergar a potência, o direito à autonomia e, acima de tudo, a humanidade que nos une. Afinal, a independência e o sucesso não devem ser privilégios de alguns, mas horizontes acessíveis a todos que desejam caminhar — do seu próprio jeito — em direção aos seus sonhos. 

18 janeiro 2026

O Capacitismo no Ambiente de Trabalho

O capacitismo no ambiente de trabalho atua como uma barreira invisível e devastadora, manifestando-se com frequência não por meio de agressões diretas, mas pelo que deixa de ser feito. Esse preconceito estrutural subestima sistematicamente a capacidade de profissionais com deficiência, tratando-os como menos aptos ou produtivos, independentemente de suas reais qualificações e competências. É urgente manter esse debate vivo, pois o silêncio em torno do tema perpetua ciclos de exclusão que adoecem talentos e impedem o desenvolvimento humano dentro das organizações.

Essas faces invisíveis do capacitismo profissional revelam-se na exclusão passiva, como no esvaziamento de funções, onde o colaborador é deixado sem tarefas ou recebe apenas atividades irrelevantes que ignoram seu potencial técnico. Esse isolamento se estende ao campo social quando o profissional não é convidado para reuniões, almoços ou conversas informais, passando a ser visto como um corpo estranho na equipe. Além disso, a superproteção limitante, que mascara o preconceito sob o manto da fragilidade, acaba poupando o indivíduo de desafios essenciais para sua promoção, enquanto a falta de escuta silencia suas opiniões técnicas para focar apenas em sua deficiência.

As consequências desse cenário para a saúde mental e para a carreira são profundas. Para a pessoa com deficiência, ser deixada de lado configura uma forma de violência psicológica que vai muito além do tédio, gerando uma sensação de inutilidade forçada. Esse quadro alimenta o sentimento de impostorismo, onde o profissional passa a duvidar do próprio valor, e leva a uma estagnação inevitável, criando um teto de vidro que impede qualquer ascensão. O resultado desse isolamento e da falta de propósito são gatilhos perigosos para o desenvolvimento de depressão e do burnout por ociosidade, uma vez que o indivíduo é levado a acreditar que é um peso para a estrutura da empresa.

Para transformar essa realidade, as organizações precisam evoluir do mero cumprimento de cotas para a construção de uma verdadeira equidade operacional. Isso exige a criação de uma cultura de pertencimento onde a interação seja natural e fundamentada no respeito às competências de cada um. É necessário implementar um design de tarefas inclusivo que garanta desafios produtivos e adaptados, apoiado por uma liderança atenta e treinada para identificar e combater o isolamento. Afinal, o trabalho é um pilar central da dignidade humana e, ao negar a alguém o direito de contribuir e crescer, a empresa não apenas fere o indivíduo, mas desperdiça talentos valiosos que poderiam impulsionar toda a organização.

  

31 dezembro 2025

Gratidão 2025

Dizer "obrigado" ao ano de 2025 é, acima de tudo, reconhecer a força da fé e a generosidade da vida. Iniciamos este ciclo com o coração apertado, colocando nas mãos de Deus a saúde do Fernando, e hoje encerramos o ano com a alma transbordando alegria ao vê-lo com saúde plena e perfeição. Tudo se resolveu conforme a vontade divina, provando que a paciência e a esperança nunca são em vão quando confiamos nos planos de Deus.

Além da bênção maior da cura, 2025 foi um ano de colheita extraordinária para nossa família. No campo profissional e acadêmico, celebro com imenso entusiasmo minha jornada na SEDUC, a conquista da aprovação no concurso da Prefeitura de Porto Alegre e a realização de ingressar no Mestrado em Educação da UFRGS. Ao mesmo tempo, encho-me de orgulho pela vitória do Fernando, que conquistou sua vaga na TI do Banrisul. Em meio a tantas realizações, meu coração se aquieta ao agradecer pela saúde e pela sabedoria que guiam nossa amada filha Natália, a verdadeira luz dos nossos dias.

Acima de qualquer título ou cargo, a maior riqueza que carregamos deste ano é a paz, a harmonia e a alegria que habitam nosso lar. Ter uma família unida e um ambiente cercado de amor foi o verdadeiro alicerce para todas as nossas outras conquistas. Quero aproveitar este momento para agradecer profundamente aos leitores do blog Mãe DV, que me acompanharam de perto nesta jornada, compartilhando nossas angústias e, agora, celebrando conosco nossas imensas alegrias.

Que as lições de superação de 2025 nos acompanhem como um farol, iluminando cada passo do novo ciclo que se inicia. Para 2026, desejo que o amor continue sendo nossa bússola e que a prosperidade floresça em cada detalhe de nossas vidas. Pois, como bem sabemos, a gratidão não é apenas a maior das virtudes, mas a mãe de todas as outras; ela transformou nossa espera em milagre e o nosso pouco em um 'tudo' extraordinário.

  

13 novembro 2025

💖 Saudade Eterna e Alegria de Viver 💖

Hoje, 13 de novembro, meu coração é tomado por uma profunda e dual emoção: a saudade gigantesca e a alegria radiante.

Neste dia, minha amada mãe Leani está completando mais um ano de vida. Agora, ela celebra a existência no plano espiritual, e é para lá que envio todo o meu desejo de Paz, Alegria e Amor.

Mãe, você é sempre lembrada, minha eterna inspiração. Que Deus a abençoe com muitas felicidades nesse novo plano. Tenho a certeza absoluta de que, no futuro, nossos caminhos se encontrarão, pois sei que a mãe nos espera com o carinho e a alegria de sempre. Seu legado de amor é a força que me guia.

 

E é justamente esse legado que se manifesta na celebração da vida: hoje, a alegria do dia se completa com o "mesversário" da minha amada filha Natália, que atinge a marca de 10 anos e 3 meses de vida! Que felicidade imensa comemorar mais um mês de vida ao seu lado, minha pequena!

Vocês duas são as luzes que iluminam a minha jornada. Mãe Leani e filha Natália, amo vocês com toda a força do meu coração!

 

Com amor e gratidão infinitos.

  

19 outubro 2025

17 Anos Morando em Porto Alegre: Uma Jornada de Conquistas e Gratidão

Parece que foi ontem que cheguei a Porto Alegre, com o coração cheio de sonhos e expectativas. Hoje, ao olhar para trás, vejo que dezessete anos se passaram num piscar de olhos. Esta cidade se tornou o cenário da minha vida, o palco de inúmeros aprendizados, descobertas e vivências que me moldaram.

Foram anos tecidos com um misto de emoções. Vivi alegrias que transbordaram a alma e enfrentei tristezas que me fortaleceram. Em cada esquina desta capital, construí memórias e realizei sonhos que um dia pareceram distantes. Foi aqui que plantei raízes e vi florescer a conquista da casa própria, um porto seguro para chamar de meu. Foi aqui que vivi a emoção indescritível da maternidade, o maior e mais transformador de todos os sonhos.

No campo profissional, Porto Alegre me abriu as portas para a estabilidade e a realização de ser uma servidora pública concursada. E na busca incansável pelo conhecimento, tive a honra de ingressar no mestrado em Educação na UFRGS, na linha de pesquisa em Educação Especial, Saúde e Processos Inclusivos, um passo fundamental na minha jornada como educadora.

Por todas essas bênçãos, minha gratidão a Deus é imensa. Agradeço também, com todo o meu coração, à minha família. Desde que adquiri a cegueira, eles nunca duvidaram do meu potencial. Foram a minha base, o meu incentivo, permitindo que eu estudasse e me formasse. O apoio incondicional deles foi o alicerce que me possibilitou chegar até aqui, transformando-me na mulher, mãe, servidora pública e mestranda que sou hoje.

Dezessete anos depois, meu coração é pura gratidão por esta cidade e por cada capítulo desta incrível história. 

09 setembro 2025

Quando Nasce uma Filha, Nasce uma Lei

A vida é cheia de datas que marcam, mas algumas têm o poder de transformar tudo. Para mim, 15 de janeiro de 2015 foi uma dessas. A data em que o mundo ganhou um novo significado: descobri que seria mãe. A notícia trouxe muita alegria, prometendo uma jornada de amor e descobertas.

Eu e meu esposo, que vivemos o mundo através do som e do toque, já imaginávamos a nossa amada filha Natália. O parto estava marcado para 10 de setembro, e a contagem regressiva era para esse dia. No entanto, a vida nos surpreendeu. Devido a uma pré-eclâmpsia, a Natália chegou mais cedo, em 13 de agosto de 2015. Nesse dia, o meu mundo e o mundo dela se encontraram. O primeiro choro, o primeiro toque das pequenas mãos dela nas minhas... Em cada segundo, a vida se enchia de um propósito que eu jamais havia imaginado. O nascimento da minha filha não foi apenas o nascimento de uma pessoa; foi o nascimento de um amor incondicional e de uma nova perspectiva sobre a vida.

 

Curiosamente, nesse mesmo ano, o Brasil também estava em processo de transformação. A sociedade clamava por mais equidade e respeito às diferenças. E, como se a vida estivesse costurando eventos importantes, foi em 6 de julho de 2015 que o país viu a promulgação da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015).

A lei, que entrou em vigor em janeiro de 2016, veio para garantir e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoas com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania. Enquanto o meu mundo se expandia com a chegada da Natália, o Brasil se expandia em consciência e compromisso, reafirmando que a inclusão não é um favor, mas um direito.

Assim, 2015 se tornou um ano duplamente simbólico. O ano em que minha filha Natália nascia e o ano em que uma lei maior, que representa um avanço para a sociedade, nascia para proteger e acolher a todos, sem exceção.

Porém, a vida real nem sempre segue o roteiro idealizado pela lei. A Natália chegou ao mundo antes do previsto, resultado de uma pré-eclâmpsia que nos pegou de surpresa. A prematuridade, com todas as suas incertezas e desafios, nos jogou em um universo onde a teoria da inclusão é confrontada pela dura realidade do capacitismo.

Apesar da existência de uma lei tão significativa, fomos, infelizmente, vítimas do preconceito. Aquilo que a legislação buscava coibir, se manifestou nas atitudes e palavras de pessoas que, por falta de conhecimento ou empatia, me machucavam. Ouvimos frases que nos diminuíam, enfrentamos a infantilização e fomos tratados como se a nossa condição e o nascimento prematuro fossem um problema que nos pertencia unicamente. O capacitismo nos atingiu em cheio, mostrando que a lei, por si só, não muda mentalidades. Ela é um instrumento, mas a verdadeira transformação acontece nas pessoas.

Essa experiência me fez entender que, enquanto a lei de 2015 foi um passo gigante para a sociedade, o nascimento da minha filha Natália me mostrou que a verdadeira lei, a que precisamos construir todos os dias, é a lei do respeito, do acolhimento e da quebra de paradigmas, uma lei que nos ensina a olhar para as pessoas e não para suas condições físicas.   

04 setembro 2025

Capacitismo na Maternidade: O Desafio das Mulheres com Deficiência

    A experiência da gravidez é frequentemente celebrada como um milagre e uma alegria imensa. No entanto, para mulheres com deficiência, essa jornada é muitas vezes obscurecida pelo capacitismo, um tipo de discriminação que julga as pessoas com deficiência como incapazes. Embora a gravidez seja vista como uma dádiva, a sociedade impõe barreiras e julgamentos, principalmente quando a futura mãe tem alguma deficiência.

O capacitismo se manifesta de várias formas, desde a crença de que mulheres com deficiência não deveriam engravidar até a ideia de que não seriam capazes de cuidar de seus filhos. Isso é ainda mais doloroso quando a discriminação vem de outras mulheres, que deveriam ser aliadas na luta por direitos e respeito. É comum ouvir comentários desnecessários ou paternalistas, como: "Como você vai dar conta?" ou "Não seria melhor adotar, já que você tem essa dificuldade?". Essas falas, muitas vezes disfarçadas de preocupação, na verdade, duvidam da capacidade e do direito dessas mulheres de viverem a maternidade plenamente.

A realidade é que a capacidade de amar e cuidar de um filho não está ligada à forma como se anda, enxerga ou ouve. O amor maternal é incondicional e o cuidado é aprendido. Mulheres com deficiência, assim como todas as mães, desenvolvem suas próprias maneiras de cuidar de seus bebês. Além disso, a maternidade é um processo que envolve uma rede de apoio, independentemente das habilidades da mãe. O capacitismo, portanto, não apenas desconsidera a autonomia das mulheres com deficiência, mas também ignora a sua resiliência e a forma como elas se adaptam para superar os desafios.

Em vez de julgar e discriminar, é essencial que a sociedade, especialmente outras mulheres, ofereça apoio e solidariedade. Reconhecer que toda mulher tem o direito de ser mãe, independentemente de suas condições físicas, é um passo fundamental para construir um mundo mais justo e inclusivo. A verdadeira alegria da maternidade está na capacidade de amar e cuidar, e isso é algo que o capacitismo jamais poderá diminuir.


29 agosto 2025

O Sol

Sentada na minha cadeira de trabalho, sinto o sol forte aquecer meu rosto, os raios de sol invadindo o quarto pela janela. Meus pensamentos voam para a Natália na escola e, ao mesmo tempo, me conecto com a memória de minha mãe, Leani, que está no plano espiritual.

Sua falta é uma presença constante, e a saudade não diminui com o tempo. O desejo de mais uma conversa, de ter mais tempo ao seu lado, é forte. A vida parece passar num piscar de olhos, e é como se o passado e o presente se misturassem, coexistindo em cada pensamento.

Apesar da passagem do tempo, as lembranças do nosso tempo juntas me mantêm conectada a ela. O sol quente, que aquece minha pele, também aquece minha alma, me fazendo refletir sobre a vida. Me questiono sobre a rapidez com que ela passa e sobre a importância de valorizar cada momento.

Enquanto o sol continua a me aquecer, sinto que o amor que reside em mim por minha mãe e minha filha é o que me impulsiona. É a certeza de que o amor transcende o tempo e o espaço, unindo passado e presente.

Penso na Natália, meu raio de sol neste mundo, que enche meus dias de alegria e propósito. Sua risada ecoa em minha mente, sua energia me revitaliza e sua presença me lembra que a vida é um presente a ser vivido. A cada olhar, a cada abraço, sinto a renovação da minha própria essência.

E, no mesmo coração, guardo o amor por minha amada mãe. A ausência física não diminuiu a conexão, e a lembrança de sua sabedoria e carinho é um farol que guia minhas decisões. Minha mãe me ensinou o que é amar incondicionalmente, e esse amor se reflete em como me dedico à Natália.

O sol que me aquece hoje é o mesmo que aquecia nossos dias juntas, uma chama que mantém viva a memória e a emoção. É a prova de que o amor não se perde; ele se transforma e continua a aquecer a alma, unindo as pontas da vida e me lembrando de que, mesmo com a saudade, sou abençoada por ter amado e ser amada por duas almas tão especiais. 

25 agosto 2025

Mãe Raínha de Schoenstatt

Sinto que a minha santa padroeira é a Mãe Rainha de Schoenstatt, e recentemente, ela veio ao meu encontro de uma forma muito especial. A imagem dela circula entre os moradores católicos do nosso condomínio, e no último sábado, tive uma surpresa que tocou profundamente a minha alma: a vizinha Zelina me trouxe a santinha para ficar na nossa casa.

A emoção e a surpresa foram imensas, porque essa visita me transportou no tempo e me conectou com a minha infância. Lembro que, quando criança, eu dormia abraçada a um santinho de papel de Schoenstatt e o levava comigo a todas as consultas médicas. Ele era um elo de fé, um porto seguro que me trazia conforto e proteção. Receber a imagem agora me fez reviver essas memórias e também me lembrou de um momento especial da minha adolescência: a peregrinação ao santuário na localidade de Buriti, em Santo Ângelo. Fui com a minha mãe e minha irmã, e essa viagem foi um momento de fé compartilhada que reforçou a ideia de que a minha jornada espiritual sempre foi guiada e abençoada pela Mãe Rainha de Schoenstatt. 

 

A História da Mãe Rainha de Schoenstatt

A devoção à Mãe Rainha e Vencedora Três Vezes Admirável de Schoenstatt começou em 1914, na Alemanha. Um grupo de seminaristas, liderado pelo Padre José Kentenich, fez uma aliança de amor com a Mãe de Deus em uma antiga capela dedicada a São Miguel. Eles pediram que a capela se tornasse um santuário de graças, onde a Virgem Maria pudesse acolher a todos, transformando-os e enviando-os como apóstolos. A partir desse momento, a devoção se espalhou pelo mundo. A imagem da Mãe Rainha, que a princípio era apenas uma das representações de Maria, tornou-se a figura central da Aliança de Amor. A campanha da Mãe Peregrina, na qual a imagem visita as casas das famílias, é uma forma de levar essa aliança a todos os lares, construindo uma rede de fé e amor.

 

Acredito que a vinda da imagem agora não foi uma coincidência, mas um presente divino. É um sinal de gratidão a Deus por me fazer reviver memórias tão fortes e bonitas, marcadas pela minha fé e da minha mãe. É um lembrete de que a Mãe do plano espiritual está sempre por perto, zelando e me protegendo. Por isso, só posso sentir uma profunda gratidão por esses momentos que aquecem o meu coração e fortalecem a minha alma.